Caridade, na concepção geral é ajudar os necessitados.
Eu não ajudo ninguém. Tipo assim, se vejo uma boa intenção de doação de alimentos, ou roupa ou etc. e participo por puro modismo, tipo assim, estou no momento da galera, mas não porque eu entenda isso como um ato nobre.
A caridade, tal qual praticada, na minha visão, satisfaz o ego de quem está dando e não ajuda quem está precisando, posso explicar.
Vou na praça da Sé e dou prato de sopa de ervilha para os mendigos (nada contra quem faz isso, pelo contrário, as vezes a pessoa pode ter a percepção espiritual muito maior do que a minha). E se o mendigo não gosta de ervilha? E se ele quer cachaça para enfrentar o frio ou qualquer substância alucinogena para esquecer a realidade cruel?
Se um medigo te pedir dinheiro para comprar cachaça você vai dar ou não?
O que quero dizer é que o caridoso quer dar para as pessoas aquilo que ela acha interessante, e não o que a pessoa ajudada sente ser a necessidade dela.
Se o mendigo quiser um casaco de pele ou um vestido de casamento, ou o terno Armani, ou o seu relógio Rolex, aquele que só se usa em festas de gala, você vai tirar do seu armário ou do próprio corpo para entregar (entramos na questão do desapego), dificilmente a resposta será sim, porque queremos dar o que nós queremos dar e não o que a pessoa está querendo.
Se a regra máxima é "faça ao próximo aquilo que gostaria que te fizessem" eu digo "faça ao próximo aquilo que o próximo gostaria que lhe fizessem, e não o que você gostaria que fosse feito a você" porque pessoas diferentes possuem necessidades diferentes.
É por isso que a minha ajuda às pessoas consiste em não tirar a oportunidade de ninguém, e pagar preço justo às pessoas que prestam serviços para mim, de modo que as pessoas possam satisfazer suas necessidades da maneira que lhe agrada, e não da maneira que me agrada.
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