Amar o próximo como a ti mesmo, eis a regra máxima.
Contudo, com toda a sinceridade, não consigo amar todos os próximos. Por exemplo, passa um mendigo cheirando ruim e falando palavrões na minha frente, não consigo amá-lo, ou um colega de trabalho que se utiliza de todos os artifícios para crescer na empresa, ou alguém que tem a conversa chata, para mim é impossível amá-los.
Não consigo amá-los e não vou me esforçar para isso, não vou me fingir de bonzinho, de uma coisa que não sou só porque tal ou tal mestre falaram que devo ser assim.
Apesar disso, me esforço constantemente para não prejudicar ninguém, para não falar mal das pessoas, se vejo uma casca de banana em qualquer calçada eu a tiro, porque não quero ver ninguém cair, independente de amá-lo ou não.
Jamais trabalharia em algo que soubesse que prejudica as pessoas, não exploro ninguém, não busco mais do que me cabe, não defendo criminosos (pelo contrário, sou a favor de penas mais severas, que lhes impossibilite fisicamente de praticar novos crimes, porque ninguém tem o direito de prejudicar pessoas honestas).
Jamais seria politico que utiliza o poder ou o dinheiro público em meu próprio proveito, não faria campanhas fantasiosas enganando as pessoas, e não me faria de bonzinho para ganhar votos.
Algo que eu não entendo são pessoas que vão a qualquer celebração religiosa e, por exemplo, vendem bebida alcoolica, ou cigarro, ou qualquer outro produto que sabidamente prejudica as pessoas.
A prática comercial de maneira alguma está dissassociada da nossa vida espiritual, pelo contrário, os ensinamentos espirituais não servem para ser praticados dentro do templo, mas sim no dia-dia, em todos os momentos.
Por ora, se a sociedade se preocupar em não prejudicar ninguém já terá dado um salto enorme.
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