quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O sexo

O sexo é o caminho para o mundo animal ou para o mundo divino, e o caminho para o sagrado depende do amor.
Não é um treinamento de musculação em que você precisa fazer repetições ou séries de alguma coisa; não é agenda que você precisa abrir todos os dias, ou três vezes por semana, uma vez por mês ou qualquer outra regra temporal; muito menos tem receita de bolo.
Não é rotina, não é como comer pão na chapa todos os dias de manhã.
Não pode ser feito para relaxar depois de um dia cansativo, mas sim quando o corpo já está relaxado e concentrado na outra pessoa, em que o simples namorar, por uma questão vibracional (e não mecânica) pede que ambos estejam nus.
Por tratar-se de uma brincadeira, não precisa de orgasmo, ou de múltiplos orgasmos; se no meio do sexo tudo acabar numa gargalhada está perfeito... afinal de contas, a intimidade deve ser uma brincadeira e não há metas orgásticas a serem batidas.
Se o sexo consistir numa repetição mecânica de movimentos o que diferencia o sexo com digitar um texto numa máquina de escrever?
Se a função do sexo for gozar porque eu precisaria de outra pessoa que o mero ejacular é algo que posso realizar sozinho?
A questão existencial da intimidade não é o que dá prazer na cama, mas o que dá prazer na vida.

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